Estamos na era digital. Divulgue seu livro.

Não adianta dizer a si mesmo, e aos outros, que as pessoas têm medo de realizar as suas compras por canais virtuais. Não! Atualmente os canais de vendas on-line são os setores que mais se expandem e mais captam clientes. Foi-se o tempo em que você precisava apenas fornecer o seu produto a locais físicos e esperar que o resultado viesse. 

Ainda por esses canais as coisas não aconteciam assim, imaginar que seu produto seria mais ou menos conhecido nos locais A ou B, não é de todo realista. 

Ambos os meios de venda têm em comum a necessidade de Marketing. 

Foi-se o tempo em que as pessoas confiavam APENAS NO PRODUTO e aqui está o pulo do gato. Você pode imaginar que seus amigos ou conhecidos podem investir tempo e recurso para te apoiar. Mas eles sabem o que você faz, escreve e o que está tentando vender?  Eles conhecem esse seu lado escritor?

Vou me fazer mais clara: se você quer sair do zero ou aumentar as suas vendas, é preciso ser personagem constante desse novo formato de mercado. É preciso pensar em marketing para além do produto. Isso significa que não é apenas o livro que precisa aparecer. Principalmente quem opta pela autopublicação.

Vou deixar algumas dicas que me ajudaram durante a experimentação que fiz na divulgação do livro completamente independente. Sim, fiz uma experimentação, me permiti errar e acertar, estudar, pesquisar muito, conhecer pessoas e entender trajetórias, para então traçar caminhos possíveis. 

1 – Tomar tempo para estudar, ler e trocar experiências sobre escrita. 

Quanto mais estudamos, mais aprendemos a nos desenvolver. Melhoramos os nossos processos e as nossas escolhas. Ler é obrigação de todo escritor. Não basta sentar, escrever e pronto. É preciso estudar. Leia, leia muito. Descubra os seus pontos a melhorar, seus pontos fortes, descubra quem você é como escritor. Já conhece o grupo de autores da Uiclap no Facebook? Um bom lugar para conhecer novos autores.

2- Saber o nicho literário e o público-alvo. 

Aqui envolve entender os gêneros literários e suas categorias. Encontrar essa identificação acontece por meio de pesquisa. Ninguém vai poder te apontar o caminho e mesmo que apontem, você se sentirá perdido justamente por não tomar tempo para entender o que pertencer àquele nicho significa. Encontre o meio literário de sua obra. São as pessoas que consomem os livros deste meio que são os seus leitores em potencial. Dificilmente algum leitor sai da zona de conforto para investir seu tempo e dinheiro em um autor que ainda não conhece. É preciso ter esse senso realista na hora de criar as suas expectativas. 

3 – Se faça presente no meio digital. 

Não basta ter o seu perfil pessoal, seguir interagindo apenas com os amigos e esperar que os leitores venham até você. Eles não vão fazer isso. Tome tempo para ver o conteúdo dos perfis literários, anote e contate os que mais tem identificação com o seu trabalho, entenda os seus leitores, interaja. Crie um perfil para desenvolver o seu conteúdo. Isso envolve a divulgação do livro mesmo antes de sequer idealizar um lançamento. Permita que as pessoas comecem a se aproximar de você quanto escritor bem antes do livro estar concluído. Envolva os seus leitores no processo. Faça pesquisas com os seus potenciais leitores, tenha leitores-beta (posso explicar mais sobre eles em outro post, mas não são leitores críticos, são leitores que entram em contato com a obra durante o processo criativo e podem ajudar o autor e ter um norte de para onde seguir). Enfim, quem quer ser visto, não pode se esconder. 

4 – Atraia as pessoas. 

Ok. Estou eu em grupos de autores, editoras, leitores, fiz um perfil para manter contato, estou em pesquisa de público e etc. Mas sou uma pessoa extremamente negativa nestes locais, só curto publicações que criticam o processo de distribuição de vendas, criticam outros autores, serviços, reclamo, reclamo e reclamo. Quero dizer com isso que não temos do que reclamar? Jamais!! E no meio literário, Oh, se temos!! Mas fazer isso sem ser objetivo, a todo momento, em todo o lugar possível, nunca ter absolutamente nada de positivo para dizer, não escrever um post que seja para dividir boas impressões, dividir o processo, curiosidades, esclarecer dúvidas interagir em assuntos edificantes, se não tenho essa postura, como espero que alguém se aproxime? Minha mãe sempre me disse que o peixe morre pela boca. 

Você se aproxima de pessoas negativas? Você gosta de quem reclama bastante? Ok, mas se essa pessoa tentar vender alguma coisa com uma postura dessa, você vai pensar quantas vezes antes de arriscar comprar? 

Além disso, reclamar demais é uma marca de insegurança. É como se você estivesse dizendo que não confia o suficiente no que faz e por isso precisa que todo o resto seja impecável para que você só precise lidar com as suas próprias imperfeições. E deixo o alerta: ser iniciante nada tem a ver com ser inseguro.

Repense sua presença na internet nos lugares onde os seus potenciais leitores estão. Evite se destacar negativamente.

Tenha boas coisas a dizer, dividir e seja mais prestativo muito mais do que ser aquele pronto a dar sua opinião quando alguém comete alguma falha, não atende às suas expectativas ou não partilha de suas impressões. 

5 – Estruture bem um canal de vendas. 

Teste. Essencial para sentir como será a experiência do leitor. Seja realista com os prazos. Tenha sempre contato com os primeiros compradores, estabeleça um diferencial. Seja por fazer uma dedicatória, um marca-página, seja por fazer uma promoção, enfim. Você decide o diferencial. Não precisa oferecer o mundo; o básico, quando bem-feito, surte um efeito incrível. Mantenha o seu livro vivo para as pessoas, fale sobre ele. Divulgue. Novamente, marketing. É preciso. Invista em parcerias, anúncios, estude caminhos possíveis para o seu orçamento de fazer o seu livro chegar aos leitores. 

Lembre que o livro é um produto, todo produto demanda investimento. Seja de tempo, criatividade ou recurso financeiro. Isso varia de acordo com as circunstâncias de cada um. Pare de se divulgar mal. Se o seu livro não está com um valor tão baixo quanto você gostaria, invista no chamariz e evite se desmerecer. É o seu trabalho. Você compraria um tênis de alguém que tenta te vender colocando defeito na sola, nos cadarços, na borracha, no tecido e no preço final? Se nem ele confia no que tem, quem sou eu para confiar? Entende o que quer dizer? Não se divulgue mal.

Crie estratégias que te permitam fazer ações promocionais, concursos, sorteios e etc. De alguma maneira o leitor que realmente quiser o seu produto, vai adquirir. Desde que você divulgue seu livro e o valorize. Tem uns posts ótimos sobre buzz marketing aqui no blog.

6- Tenha orgulho do seu trabalho e se permita. 

Não tenha vergonha de falar sobre o seu processo criativo, sobre a escrita do seu livro, sobre ser escritor. Não importa em que parte do caminho está, aprenda a se valorizar nele. Aprenda a sentir orgulho até dos seus erros. Porque não estou falando aqui da ausência de humildade, mas sim de não sentir receio de ser exatamente quem você é e daquilo que produz. Se você não acredita em si mesmo, como alguém mais vai acreditar? 

Em tudo, entenda que viver demanda esforço. Para que os nossos sonhos saiam do imaginário e se concretizem, precisamos dos nossos pés no chão, mas pisando com firmeza na estrada. Não fique parado, não tenha medo e aproveite a paisagem do seu caminho. Lá na frente, ao olhar para trás, você saberá exatamente de onde saiu e o quanto foi importante dar cada passo que deu. Escrever é sobre isso, sobre caminhos possíveis. Para onde levam? Bom, aí já fica para outro post…

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