Os Diferentes Tipos de Narradores Literários

Vem com a gente desvendar os principais tipos de narradores e descobrir aquele que rouba a cena imprimindo uma personalidade inesquecível! 

Os Diferentes Tipos de Narradores Literários
Image by mego-studio on Freepik

Quem conta a história muda absolutamente tudo! A escolha do narrador dita o tom, a energia e os segredos de um livro.

Narrador em primeira pessoa

Esse é o tipo de narrador que conta a história sob seu próprio ponto de vista. Ele está inserido nos eventos e fala diretamente ao leitor, usando pronomes como "eu" ou "nós". 

Esse tipo de narrativa cria uma proximidade com o leitor, permitindo que ele entre na mente e nas emoções do personagem narrador. Por outro lado, a visão é limitada, pois ele só pode narrar o que conhece e sente.

Exemplo: O Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger.

Narrador Personagem (também em 1º pessoa)

No narrador personagem, a pessoa que conta a história também faz parte dela como um dos atores principais ou secundários. Como ele está dentro da trama, o texto é escrito em 1ª pessoa ("eu" ou "nós").

Visão limitada: ele só sabe o que vê, ouve ou sente. Não consegue ler a mente dos outros personagens.

Subjetividade: a história é contada sob o ponto de vista dele, com todas as suas opiniões, preconceitos e emoções.

Conexão direta: cria muita intimidade com o leitor, pois parece que o personagem está desabafando ou conversando diretamente com você. 

Exemplo: "Andei pela rua fria pensando no que tinha acabado de acontecer. Não sabia se deveria contar a verdade para a Julia, mas o meu medo de perdê-la era maior."

Narrador em terceira pessoa limitado

Aqui, o narrador é um observador externo que não participa da história, mas acompanha os acontecimentos por meio da perspectiva de um ou mais personagens. 

Embora esteja "de fora", ele tem acesso aos pensamentos e emoções de alguns personagens, mas não de todos. Esse tipo de narrador oferece uma visão mais focada e controlada da narrativa.

Exemplo: Harry Potter e a Pedra Filosofal, de J.K. Rowling.
Veja também: https://blog.uiclap.com/narradores-e-a-voz-do-autor-como-destacar-a-essencia-da-narrativa/

Narrador em terceira pessoa onisciente

O narrador onisciente sabe tudo o que acontece com todos os personagens e em todos os lugares. Ele tem acesso aos pensamentos, sentimentos e intenções de todos os envolvidos na trama. 

Esse tipo de narrador oferece uma visão completa e ampla da história, dando ao leitor um panorama geral dos eventos e personagens.

Exemplo: Guerra e Paz, de Liev Tolstói.

Narrador onisciente intruso

O narrador onisciente intruso é uma variação do narrador onisciente clássico, mas com uma característica peculiar: ele não só conhece todos os detalhes da história e dos personagens, como também interfere ativamente no texto, comentando, julgando e até mesmo dialogando com o leitor. 

Ele interrompe a narrativa para dar suas próprias opiniões, reflexões e juízos de valor, muitas vezes de forma crítica ou irônica.

Esse tipo de narrador é comum em obras do século XIX, especialmente nos romances de autores como Machado de Assis e Balzac. 

Veja também: https://blog.uiclap.com/o-que-e-e-como-escolher-um-narrador/

O narrador intruso pode ser visto como um personagem à parte, mesmo que não esteja envolvido diretamente na história. Sua presença traz uma nova camada de interpretação à narrativa, convidando o leitor a refletir sobre os acontecimentos sob uma lente crítica ou filosófica.

E tem mais!! 

Características do narrador onisciente intruso:

Presença ativa: o narrador não é apenas um observador passivo, ele interfere na narrativa com seus comentários.

Interpretação e julgamento: ele oferece interpretações próprias dos fatos e julga os personagens ou a sociedade retratada na história.

Diálogo com o leitor: muitas vezes, o narrador intruso fala diretamente com o leitor, criando um vínculo e uma cumplicidade que ultrapassa a narrativa em si.

Exemplo: Em Dom Casmurro, de Machado de Assis, o narrador não só relata a história de Bento e Capitu, como também faz comentários irônicos sobre a sociedade, a moral e a natureza humana. Ele joga com o leitor, questionando a veracidade dos eventos e manipulando a percepção da história.

Narrador Observador

O narrador observador não participa da história. Ele funciona como uma câmera de cinema: está do lado de fora assistindo a tudo e apenas relata as ações que consegue ver ou ouvir.

Ele conta a história em 3ª pessoa ("ele", "ela", "eles").

Neutro e objetivo: Limita-se a descrever o cenário e os comportamentos visíveis.

Desconhecimento do invisível: Ele não sabe o que os personagens estão pensando ou sentindo no fundo, a menos que eles falem em voz alta ou demonstrem através de ações.

Distanciamento: Deixa que o leitor tire suas próprias conclusões sobre as intenções de cada personagem.

Exemplo:  "Pedro caminhou até a janela e olhou para a rua deserta. Maria entrou na sala minutos depois, sentou-se no sofá e abriu um livro sem dizer nada."

Viu que legal!

Escolher o tipo de narrador é uma das decisões mais importantes ao escrever um conto, romance ou crônica. Não existe um tipo "melhor" ou "pior", mas sim aquele que melhor se adapta ao impacto emocional que o autor deseja causar no leitor!

Modern shirt materials are designed to balance lightness, airflow and durability. Supporters looking at third-shirt colours can use Argentina national team jerseycamiseta de la selección argentina) as the exact subject of comparison. Personalisation choices should complement the existing colour and layout of the design.

A voz certa muda tudo.

Da próxima vez que você se apaixonar por um livro, lembre-se: metade da magia está na perspectiva de quem conta.

📌 Gostou do conteúdo? Salve este artigo nos seus favoritos para consultar quando for escrever e fique de olho para não perder as próximas dicas de literatura e escrita! 

Vem publicar com a gente: https://uiclap.com/