Do avesso das palavras ao papel: a história por trás de "Luz que Sangra em Versos"
Sempre me vi como uma autora de ficção. Desde os 13 anos, eu já tinha aceitado meu amor por criar mundos e ser romancista; para mim, a poesia era só um rascunho tímido que ficava guardado à margem do papel. No entanto, aos 15 anos, ao ver meus professores se emocionarem com um poema meu no colégio, algo mudou. Percebi que a poesia não era um desabafo insignificante, mas uma ponte capaz de tocar verdadeiramente o outro. Foi dessa percepção que nasceu Luz que Sangra em Versos.
5 anos de vida em 84 páginas
Este livro não é uma coletânea de poemas reunidos ao acaso. Ele é o retrato fiel de cinco anos da minha vida — dos meus 13 aos 17 anos. É o mapa de sentimentos, incertezas, descobertas e do amadurecimento que marcou a minha adolescência.
Assumi cada etapa desse processo: da escrita e revisão até a diagramação e arte da capa. Durante todo o percurso, minha maior preocupação ao editar a mim mesma foi evitar o anacronismo com a minha própria história.
A gente não corre para a poesia quando o céu está azul e tudo vai bem. A gente escreve quando sente raiva, angústia, aflição ou uma felicidade tão grande que não cabe no peito. Olhar para o passado e encarar esses textos sem tentar "corrigir" a intensidade da época foi a forma mais honesta que encontrei de honrar quem eu fui em cada idade.
O significado do conceito do livro
Desde pequena, meu pai me dizia que a estrela mais brilhante do céu levava o meu nome: Luciane, que vem do latim e significa "a luminosa, a esclarecedora". Por muito tempo, me perguntei se eu merecia carregar um nome tão iluminado.
Foi no processo de organizar esta obra que tudo fez sentido: a arte nos atravessa pelas nossas entranhas. Se eu era luz, essa luz precisava sangrar em poesia.
Cada elemento visual do livro carrega esse conceito:
O Lírio: Representa o crescimento e o amadurecimento ao longo do tempo. Desenhado a caneta, ele simboliza como meu amadurecimento e a escrita são inseparáveis.
A linha e a caneta: Mostram a escrita como um fluxo contínuo de transformação.
Uma viagem através do tempo
Dividido ano a ano, o leitor acompanha o amadurecimento da minha alma:
Aos 13: A descoberta do poder da escrita na transformação de uma alma. Aos 14: O vício de transformar grandes sentimentos em pequenos poemas. Aos 15: Reflexões profundas sobre o tempo e as escolhas do futuro. Aos 16: A aceitação da "licença poética para sangrar". Aos 17: O confronto com os medos da vida adulta, o amor, a física quântica dos sentimentos e a coragem de continuar.
Um convite ao seu próprio avesso
Luz que Sangra em Versos não tem a intenção de entregar versos perfeitos, mas sim versos verdadeiros. É um livro para quem sente demais, para quem já teve medo do tempo, para quem ama a arte e para quem busca se encontrar nas entrelinhas da própria história.
Agora que o livro está no mundo, ele não pertence mais só a mim. Ele é nosso. Se você almeja se encontrar no avesso das minhas palavras, convido você a embarcar nessa leitura.
